(Seu nome) narrando.
Uma
semana, fazia hoje exatamente uma semana que Demi tinha aparecido na minha
vida. Nos últimos dias saiamos com Tia Di, Maddie e Dallas. Era divertido
ter-las perto de mim. O que mais me assombrava era o fato de quem em exatos
sete dias Demi estaria de volta a Los Angeles, e eu não tinha ideia de como
lidar com isso. Evitávamos falar sobre o assunto “Los Angeles”, mas eu sei que
ela, assim como eu, estava apreensiva com isso.
- (Seu apelido), posso usar seu
laptop? – perguntou Maddie. – Eu queria falar com a Beatrice, pelo Skype.
- Pode sim. – disse, e ela
sorriu. – E não precisa nem pedir, mocinha.
- Você é a melhor. – disse
Maddie, pulando no meu colo e me abraçando. – Só não diga isso pra Demi.
Gargalhei, e minha gargalhada
atraiu a atenção de Demi.
- O que foi? – perguntou Demi,
curiosa.
- Nada não, amor. – sussurrei.
Fora Dallas e
Bruno, ninguém mais sabia da minha relação com a Demi. Dallas vivia provocando
Demi, fazendo ciúme nela. Eu gostava de ver Demi com ciúmes de mim. Maddie saiu
de cima de mim e foi para o meu quarto pegar o laptop. Vi ela passando pro
quarto de hospedes em seguida.
Voltei
minha atenção para a televisão, os programas brasileiros estavam com legendas
em inglês e os programas americanos, estavam no inglês mesmo, para que elas
pudessem entender. Estava em um programa qualquer sobre os famosos, para a
minha surpresa, Demi apareceu lá.
- A cantora, jurada, compositora, atriz e recentemente autora Demi
Lovato está namorando. Isso mesmo, Wilmer Valderrama acaba de “assumir” o
relacionamento dos dois. – disse a apresentadora. – O casal tem sido visto
juntos em vários lugares. Premiações, natal em família... Parece que o
relacionamento está realmente sério. Fontes afirmam que ele chegou até mesmo a
pedi-la em casamento. Muitas felicidades para o casal Dilmer.
Encarei
aquilo incrédula. A seguir passaram fotos dos dois juntos, fotos de um beijo
entre eles. Algumas delas eu já tinha visto, como qualquer outra lovatic. Mas
outras não... E isso foi o que mais me deixou confusa. Como eles tinham aquelas
fotos? E se fosse a tal fonte? E se ela tivesse mesmo noiva dele?
- (Seu apelido)... Me deixa
explicar. – pediu ela. Eu balancei a cabeça, negando.
Dallas me
olhava penalizada. Eu queria chorar, queria mesmo. Levantei sem falar nada e
fui até o meu quarto. Vi que Demi me seguiu, mas fechei a porta antes que ela
chegasse ao mesmo. Encostei-me a porta. As lagrimas insistiam em cair.
Deixei-me escorregar pela porta até que pudesse sentar no chão.
- Droga. – gritei, em meio a
soluços.
- Amor, abre a porta... – pediu
Demi. – Vamos conversar.
Não respondi.
Não conseguia falar, os soluços tomavam conta de mim. As lagrimas não paravam
de descer. Peguei o meu celular e entrei nas páginas lovatic. Todos falavam da
mesma coisa, do suposto casamento. E das novas fotos. É, eu tinha razão, as
fotos eram novas.
Joguei
o celular em lugar qualquer e caminhei até a cama. Deitei lá e abracei o
travesseiro com força. Arrependi-me de ter feito isso no instante seguinte, o
cheiro dela estava lá. Meus olhos encheram-se de lágrimas novamente. Droga,
maldito Wilmer.
(...)
Já
fazia um tempo que eu estava naquele quarto. O céu começava a ficar escuro.
Levantei da cama e fui à procura do meu celular. Peguei e digitei o número que
eu mais conhecia, que eu sabia decorado. Larissa.
- Alô? – perguntou ela, com a voz
sonolenta.
- Posso dormir na sua casa hoje?
– perguntei.
- (Seu nome completo), você está
me assustando. Você nunca pediu isso, você vem e pronto. O que aconteceu? –
tagarelou Lari.
- Depois eu te conto, ta? –
disse, e o nó na garganta se fez presente novamente.
- Vem logo, to preocupada. –
disse ela, murmurei um “anham” e desliguei.
Tomei
um banho rápido, vesti uma blusa branca, uma calça jeans e um tênis de cano
alto marrom. Olhei no espelho e vi que os meus olhos estavam inchados. Peguei
um óculos escuro preto pra disfarçar, não estava nem ai se era de noite. Peguei
a bolsa por fim, colocando meu celular dentro e sai.
Demi
estava sentada do lado da porta. Parecia dormir, o rosto dela estava vermelho.
E aquilo realmente doeu em mim. Peguei Demi no meu colo, cuidadosamente, e a
coloquei na cama. Ela se agarrou a um travesseiro. Aproximei-me dela e lhe dei
um selinho.
Fui para a sala e encontrei
Dallas vendo Glee. Tia Di, pelo visto, tinha saído.
- Aonde você vai? – perguntou
Dallas.
- Casa da Lari, vou dormir lá.
Preciso de um tempo pra pensar. – disse e ela assentiu. Peguei a chave do
carro. – E Dallas, cuida dela, por favor.
- Pode deixar. – disse Dallas, se
levantando.
- Obrigada. – sussurrei.
Peguei
o carro e fui pra casa de Larissa. Assim que eu cheguei lá ela começou a fazer
milhares de perguntas. E eu tive que responder todas. Expliquei também sobre o
meu namoro com a Demi. Ficamos um bom tempo conversando.
- Pizza? – perguntou Larissa.
Balancei a cabeça, afirmando.
- E sorvete. – acrescentei.
Demi Lovato narrando.
Acordei
e me dei conta que estava na cama de (seu nome). Desvencilhei-me do travesseiro
que agarrava, foi quando eu lembrei... Queria que aquilo tudo fosse um sonho
ruim, que o Wilmer não tivesse falado aquilo. Droga.
- A bela adormecida acordou. –
disse Dallas, entrando no quarto com uma bandeja com comida.
- Não estou com fome. – disse, e
vi Dallas revirar os olhos.
- Tenho ordens pra cuidar de
você, e é isso que eu vou fazer. Ou você quer que eu chame a mamãe... –
chantageou Dallas. Que tipo de irmã é essa?
- Tá certo. – concordei, bufando.
– Cadê a (seu apelido)?
- Ela disse que ia dormir na casa
da Larissa. – disse Dallas, e eu me engasguei com o suco. – E você sabe que
elas são apenas amigas, não fique com ciúmes.
- Ela acha que eu estou noiva do
Wilmer. – disse. – Ela pode querer se vingar de mim, ou algo do tipo, ficando
com a Larissa.
- Demi, não pira. – disse Dallas,
quase gritando. – Ela te ama.
Dei um sorriso, e logo quis
chorar novamente.
- E se ela não quiser me escutar?
– perguntei insegura.
- Ela não vai ter escolha, eu
tranco ela no quarto e faço ela te escutar. – disse Dallas, dando de ombros.
Enquanto mexia no celular. – Vai querer falar com a Larissa? O celular da (seu
nome) tá desligado.
- Você tem o telefone dela? –
perguntei. Dallas assentiu. – Você é a melhor irmã do mundo, liga logo ai.
- Larissa? – perguntou Dallas. Eu
estava ansiosa, não resisti e tomei o celular de Dallas.
- Dallas? – perguntou ela.
- Na verdade, é a Demi. Eu queria
conversar com a (seu apelido). – disse.
- Demi, eu conheço a (seu
apelido) faz muito tempo, ela tá com a cabeça quente. – disse Larissa. – Mas faz
assim, amanhã umas nove horas...
Larissa
contou todo o seu plano, ela estava do meu lado. Larissa disse que iria me
ajudar dessa vez, mas na próxima não dava, não queria ver a amiga dela
sofrendo. Prometi que não haveria próxima vez. Agora era só dormir e esperar o
dia seguinte. Desligamos a ligação quando (seu apelido) a chamou. Dá pra
acreditar que eu sorri quando escutei a voz dela, apesar de tudo?
- Agora termina de comer isso. –
disse Dallas, em tom mandão, assim que eu encerrei a chamada.
(Seu nome) narrando.
Não
tinha conseguido dormir quase nada. Acordei no meio da noite tendo um pesadelo
com o Wilmer e depois disso fiquei até com medo de dormir. Fui conseguir dormir
novamente quando o dia amanheceu.
Senti
uma pessoa me abraçar, como a Demi fazia toda noite. Puxando-me pra si com
delicadeza, e ao mesmo tempo ‘posse’. Eu podia jurar que era ela, sentia até o
seu cheiro. Não queria abrir os olhos, eu estava sonhando. Era isso.
- Ai meu Deus, to ficando louca. –
murmurei.
A pessoa que me abraçava soltou
um risinho.
- To ficando mais louca ainda. –
disse, e me virei.
Era ela, era a Demi. Ela me olhou
sorrindo, e involuntariamente, sorri de volta.
- O que você ta fazendo aqui?
Cadê a Larissa? – vociferei, me sentando na cama.
- Ela mandou eu te entregar isso.
– disse Demi, me entregando um papel.
- O que é isso? – perguntei,
pegando o mesmo.
- Não sei, ta em português. –
disse Demi, rindo. Aquela risada. Abri o tal papel, que mais parecia uma carta, estava curiosa.
“Vadia, me desculpe! Na verdade não tem motivo para eu estar te pedindo
desculpas. Eu sei de tudo e acho que vocês devem conversar, afinal uma
conversinha não vai fazer mal a ninguém. A conheço muito bem e sei que você não
ia deixar ela se explicar. Antes que você pense em ligar a televisão, coloquei
senha. Meu notebook já está na casa do Rod. Telefones, acho que você não vai
ter, peguei o seu... Tem comida na geladeira. Volto no final do dia,
divirtam-se”
- Isso só pode ser brincadeira...
– disse, e vi Demi arquear uma sobrancelha. – Larissa, aparece agora...
- Ela não vai aparecer. – disse Demi.
- Fala sério! O que a gente vai
fazer aqui? Sem televisão, sem computador, sem celular? – perguntei, sentando-me
ao seu lado.
- O que disse na carta? –
perguntou Demi.
- Para conversarmos... – disse
triste, ao lembrar-me daquela maldita matéria.
- Então vamos fazer isso. – disse
Demi, eu assenti, esperando que ela continuasse.
NA: Tentem não me matar pessoal. Sobre a maratona, vou tentar fazer-la ainda essa semana. To só um pouco ocupada com o curso de inglês que eu faço e tals. Comentem.