sábado, 18 de janeiro de 2014

Wish It Were You – Capítulo 15

(Seu nome) narrando.
                Uma semana, fazia hoje exatamente uma semana que Demi tinha aparecido na minha vida. Nos últimos dias saiamos com Tia Di, Maddie e Dallas. Era divertido ter-las perto de mim. O que mais me assombrava era o fato de quem em exatos sete dias Demi estaria de volta a Los Angeles, e eu não tinha ideia de como lidar com isso. Evitávamos falar sobre o assunto “Los Angeles”, mas eu sei que ela, assim como eu, estava apreensiva com isso.
- (Seu apelido), posso usar seu laptop? – perguntou Maddie. – Eu queria falar com a Beatrice, pelo Skype.
- Pode sim. – disse, e ela sorriu. – E não precisa nem pedir, mocinha.
- Você é a melhor. – disse Maddie, pulando no meu colo e me abraçando. – Só não diga isso pra Demi.
Gargalhei, e minha gargalhada atraiu a atenção de Demi.
- O que foi? – perguntou Demi, curiosa.
- Nada não, amor. – sussurrei.
Fora Dallas e Bruno, ninguém mais sabia da minha relação com a Demi. Dallas vivia provocando Demi, fazendo ciúme nela. Eu gostava de ver Demi com ciúmes de mim. Maddie saiu de cima de mim e foi para o meu quarto pegar o laptop. Vi ela passando pro quarto de hospedes em seguida.
                Voltei minha atenção para a televisão, os programas brasileiros estavam com legendas em inglês e os programas americanos, estavam no inglês mesmo, para que elas pudessem entender. Estava em um programa qualquer sobre os famosos, para a minha surpresa, Demi apareceu lá.
- A cantora, jurada, compositora, atriz e recentemente autora Demi Lovato está namorando. Isso mesmo, Wilmer Valderrama acaba de “assumir” o relacionamento dos dois. – disse a apresentadora. – O casal tem sido visto juntos em vários lugares. Premiações, natal em família... Parece que o relacionamento está realmente sério. Fontes afirmam que ele chegou até mesmo a pedi-la em casamento. Muitas felicidades para o casal Dilmer.
                Encarei aquilo incrédula. A seguir passaram fotos dos dois juntos, fotos de um beijo entre eles. Algumas delas eu já tinha visto, como qualquer outra lovatic. Mas outras não... E isso foi o que mais me deixou confusa. Como eles tinham aquelas fotos? E se fosse a tal fonte? E se ela tivesse mesmo noiva dele?
- (Seu apelido)... Me deixa explicar. – pediu ela. Eu balancei a cabeça, negando.
Dallas me olhava penalizada. Eu queria chorar, queria mesmo. Levantei sem falar nada e fui até o meu quarto. Vi que Demi me seguiu, mas fechei a porta antes que ela chegasse ao mesmo. Encostei-me a porta. As lagrimas insistiam em cair. Deixei-me escorregar pela porta até que pudesse sentar no chão.
- Droga. – gritei, em meio a soluços.
- Amor, abre a porta... – pediu Demi. – Vamos conversar.
Não respondi. Não conseguia falar, os soluços tomavam conta de mim. As lagrimas não paravam de descer. Peguei o meu celular e entrei nas páginas lovatic. Todos falavam da mesma coisa, do suposto casamento. E das novas fotos. É, eu tinha razão, as fotos eram novas.
                Joguei o celular em lugar qualquer e caminhei até a cama. Deitei lá e abracei o travesseiro com força. Arrependi-me de ter feito isso no instante seguinte, o cheiro dela estava lá. Meus olhos encheram-se de lágrimas novamente. Droga, maldito Wilmer.
(...)
                Já fazia um tempo que eu estava naquele quarto. O céu começava a ficar escuro. Levantei da cama e fui à procura do meu celular. Peguei e digitei o número que eu mais conhecia, que eu sabia decorado. Larissa.
- Alô? – perguntou ela, com a voz sonolenta.
- Posso dormir na sua casa hoje? – perguntei.
- (Seu nome completo), você está me assustando. Você nunca pediu isso, você vem e pronto. O que aconteceu? – tagarelou Lari.
- Depois eu te conto, ta? – disse, e o nó na garganta se fez presente novamente.
- Vem logo, to preocupada. – disse ela, murmurei um “anham” e desliguei.
                Tomei um banho rápido, vesti uma blusa branca, uma calça jeans e um tênis de cano alto marrom. Olhei no espelho e vi que os meus olhos estavam inchados. Peguei um óculos escuro preto pra disfarçar, não estava nem ai se era de noite. Peguei a bolsa por fim, colocando meu celular dentro e sai.
                Demi estava sentada do lado da porta. Parecia dormir, o rosto dela estava vermelho. E aquilo realmente doeu em mim. Peguei Demi no meu colo, cuidadosamente, e a coloquei na cama. Ela se agarrou a um travesseiro. Aproximei-me dela e lhe dei um selinho.
Fui para a sala e encontrei Dallas vendo Glee. Tia Di, pelo visto, tinha saído.
- Aonde você vai? – perguntou Dallas.
- Casa da Lari, vou dormir lá. Preciso de um tempo pra pensar. – disse e ela assentiu. Peguei a chave do carro. – E Dallas, cuida dela, por favor.
- Pode deixar. – disse Dallas, se levantando.
- Obrigada. – sussurrei.
                Peguei o carro e fui pra casa de Larissa. Assim que eu cheguei lá ela começou a fazer milhares de perguntas. E eu tive que responder todas. Expliquei também sobre o meu namoro com a Demi. Ficamos um bom tempo conversando.
- Pizza? – perguntou Larissa. Balancei a cabeça, afirmando.
- E sorvete. – acrescentei.

Demi Lovato narrando.
                Acordei e me dei conta que estava na cama de (seu nome). Desvencilhei-me do travesseiro que agarrava, foi quando eu lembrei... Queria que aquilo tudo fosse um sonho ruim, que o Wilmer não tivesse falado aquilo. Droga.
- A bela adormecida acordou. – disse Dallas, entrando no quarto com uma bandeja com comida.
- Não estou com fome. – disse, e vi Dallas revirar os olhos.
- Tenho ordens pra cuidar de você, e é isso que eu vou fazer. Ou você quer que eu chame a mamãe... – chantageou Dallas. Que tipo de irmã é essa?
- Tá certo. – concordei, bufando. – Cadê a (seu apelido)?
- Ela disse que ia dormir na casa da Larissa. – disse Dallas, e eu me engasguei com o suco. – E você sabe que elas são apenas amigas, não fique com ciúmes.
- Ela acha que eu estou noiva do Wilmer. – disse. – Ela pode querer se vingar de mim, ou algo do tipo, ficando com a Larissa.
- Demi, não pira. – disse Dallas, quase gritando. – Ela te ama.
Dei um sorriso, e logo quis chorar novamente.
- E se ela não quiser me escutar? – perguntei insegura.
- Ela não vai ter escolha, eu tranco ela no quarto e faço ela te escutar. – disse Dallas, dando de ombros. Enquanto mexia no celular. – Vai querer falar com a Larissa? O celular da (seu nome) tá desligado.
- Você tem o telefone dela? – perguntei. Dallas assentiu. – Você é a melhor irmã do mundo, liga logo ai.
- Larissa? – perguntou Dallas. Eu estava ansiosa, não resisti e tomei o celular de Dallas.
- Dallas? – perguntou ela.
- Na verdade, é a Demi. Eu queria conversar com a (seu apelido). – disse.
- Demi, eu conheço a (seu apelido) faz muito tempo, ela tá com a cabeça quente. – disse Larissa. – Mas faz assim, amanhã umas nove horas...
                Larissa contou todo o seu plano, ela estava do meu lado. Larissa disse que iria me ajudar dessa vez, mas na próxima não dava, não queria ver a amiga dela sofrendo. Prometi que não haveria próxima vez. Agora era só dormir e esperar o dia seguinte. Desligamos a ligação quando (seu apelido) a chamou. Dá pra acreditar que eu sorri quando escutei a voz dela, apesar de tudo?
- Agora termina de comer isso. – disse Dallas, em tom mandão, assim que eu encerrei a chamada.

(Seu nome) narrando.
                Não tinha conseguido dormir quase nada. Acordei no meio da noite tendo um pesadelo com o Wilmer e depois disso fiquei até com medo de dormir. Fui conseguir dormir novamente quando o dia amanheceu.
                Senti uma pessoa me abraçar, como a Demi fazia toda noite. Puxando-me pra si com delicadeza, e ao mesmo tempo ‘posse’. Eu podia jurar que era ela, sentia até o seu cheiro. Não queria abrir os olhos, eu estava sonhando. Era isso.
- Ai meu Deus, to ficando louca. – murmurei.
A pessoa que me abraçava soltou um risinho.
- To ficando mais louca ainda. – disse, e me virei.
Era ela, era a Demi. Ela me olhou sorrindo, e involuntariamente, sorri de volta.
- O que você ta fazendo aqui? Cadê a Larissa? – vociferei, me sentando na cama.
- Ela mandou eu te entregar isso. – disse Demi, me entregando um papel.
- O que é isso? – perguntei, pegando o mesmo.
- Não sei, ta em português. – disse Demi, rindo. Aquela risada. Abri o tal papel, que mais parecia uma carta, estava curiosa.

“Vadia, me desculpe! Na verdade não tem motivo para eu estar te pedindo desculpas. Eu sei de tudo e acho que vocês devem conversar, afinal uma conversinha não vai fazer mal a ninguém. A conheço muito bem e sei que você não ia deixar ela se explicar. Antes que você pense em ligar a televisão, coloquei senha. Meu notebook já está na casa do Rod. Telefones, acho que você não vai ter, peguei o seu... Tem comida na geladeira. Volto no final do dia, divirtam-se”

- Isso só pode ser brincadeira... – disse, e vi Demi arquear uma sobrancelha. – Larissa, aparece agora...
- Ela não vai aparecer. – disse Demi.
- Fala sério! O que a gente vai fazer aqui? Sem televisão, sem computador, sem celular? – perguntei, sentando-me ao seu lado.
- O que disse na carta? – perguntou Demi.
- Para conversarmos... – disse triste, ao lembrar-me daquela maldita matéria.
- Então vamos fazer isso. – disse Demi, eu assenti, esperando que ela continuasse.

NA: Tentem não me matar pessoal. Sobre a maratona, vou tentar fazer-la ainda essa semana. To só um pouco ocupada com o curso de inglês que eu faço e tals. Comentem.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Wish It Were You – Capítulo 14

Demi Lovato narrando.
                Ainda de olhos fechados estendi o meu braço para encontrá-la. Mas ela não estava lá, os lençóis estavam frios. Abri os olhos e olhei pelo quarto. Será que eu estava sonhando? Enrolei-me no lençol e fui rumo à sala.
- Here is my dilemma. One half of me wants ya. And the other half wants to forget. My-My-My dilemma. – cantarolou (seu apelido). Eu conhecia essa música, era da Selena.
A voz vinha da cozinha, segui pra lá. Dei de cara com ela, cozinhando alguma coisa. (Seu apelido) estava vestida com a roupa do dia anterior. Seu cabelo estava preso em um coque, ela usava o anel e o colar da noite anterior. Sorri com a constatação. (Seu nome) estava com fones de ouvido, cantava e dançava ao ritmo da música. Aproximei-me dela, cuidadosamente.
- Você fica bem melhor sem roupa. – sussurrei, tirando um fone do seu ouvido, enquanto envolvia um dos meus braços na sua cintura. Ela se arrepiou e eu soltei um risinho.
- Ah, droga. – disse (seu nome), ficando de frente pra mim. – Eu queria levar o café da manhã na cama.
- Hm... Que namorada romântica essa que eu tenho. – disse. – Mas ela ainda não me deu bom dia ainda.
- Boa tarde, amor. - disse ela. Sorri bobamente, eu estava realmente apaixonada.
E em seguida, finalmente, ela selou nossos lábios em um beijo. Preciso dizer que só nos separamos por causa do maldito ar? Da falta dele. Deixei o lençol que trazia junto à mim cair no chão.
- De-Demi o lençol caiu. – disse ela, gaguejando. Ela tava nervosa.
- Eu sei. – disse, dando um sorriso. Ela mordeu o lábio inferior e virou-se para o fogão, desligando o mesmo.
- Você ta me provocando. – disse (seu apelido), virando-se pra mim novamente.
- Só um pouquinho. – admiti e ela sorriu.
                Puxei pra mim e a beijei novamente. Entrelacei as minhas pernas na sua cintura, e ela gemeu. Ela desceu os beijos para o meu pescoço, quando a falta de ar apareceu. Joguei a cabeça para trás pra que ela pudesse ter mais acesso. Ela saiu andando comigo em seu colo. Senti ela me colocar em uma área plana. Era um balcão.
- Demetria, vamos parar por aqui. – disse (seu nome).
- Você quer parar? – perguntei, mordiscando a sua orelha.
- A comida vai esfriar. – ela respondeu, com a respiração “pesada”.
- Amor, não tem problema. – disse, enquanto tirava a blusa dela.
(Seu nome) se afastou um pouco de mim, e me encarou sorrindo.
- Você é tão linda. – disse ela, de um jeito extremamente fofo. Sorri, e senti minhas bochechas corarem. – Você é maravilhosa.
                 A puxei pra mim e a abracei. Um abraço puro, o mais sincero que eu já havia tido. Quando me falaram que abraços valem mais que qualquer outra coisa, eu não entendi, mas agora eu entendo.
- Vou tomar um banho. – disse, e ela sorriu.
- Vou arrumar a mesa do café. – concordou ela.
                Peguei o lençol e fui para o banheiro. Olhei-me no espelho, estava com aquele sorriso enorme no rosto. Ela me fazia muito bem. Fiz minha higiene matinal. Sai do banheiro apenas de toalha. Vesti a roupa do dia anterior e voltei para a cozinha. (Seu nome) conversava com uma senhora em português.
- Demi, essa é a Gina. Ela cuida do apartamento. – disse (seu nome). – E ela não fala inglês.
Olhei para a senhora a minha frente e disse um “prazer em conhecê-la” que foi traduzido por (seu apelido). A senhora foi para a parte externa da casa em seguida.
- Vem. – chamou ela, e eu a segui.
A mesa estava linda. E tinha de tudo um pouco ali.
                Comemos enquanto conversávamos mais sobre a vida de cada uma. Ela era uma caixinha de surpresas. Contou-me que tinha feito dança quando pequena, mas tinha parado fazia um tempo. Contou que foi seu pai que lhe ensinou a tocar violão...
(...)
- Não acredito que você fez isso. – disse, enquanto chegávamos a sua casa.
- Estava com medo de você me achar louca. – respondeu (seu apelido).
- Você é louca. – disse, e ela me olhou fingindo uma falsa indignação. – Louca por mim.
- Convencida. – disse ela, rindo em seguida. Fiz uma dançinha estranha e ela riu ainda mais.
                Entramos na sala ainda rindo. Estava Dallas, o avô dela, mamãe e Maddie. Dallas me olhou sorrindo maliciosamente. Enquanto os outros tinham um misto de curiosidade e duvida.
- Meu gato. – disse (seu nome), abraçando o avô dela.
- Hm... E essa felicidade toda? – perguntou ele. Ela olhou pra mim e sorriu disfarçadamente.
- Uma boa noite de sono?! – disse, ela, meio que em tom de pergunta.
- Eu quero uma boa noite de sono assim também, (seu apelido). – disse Dallas. Já disse que as vezes tenho vontade de matar minha irmã? A fuzilei com os olhos.
O celular da (seu apelido) tocou e ela saiu pra atender. Vi ela murmurar um: “salva pelo gongo”. Fui até minha mãe e abracei, fiz o mesmo com Maddie, bagunçando o cabelo da mesma. Sentei-me ao lado de Dallas.

(Seu nome) narrando.
                Era Bruno. Contei pra ele que tinha dado tudo certo, é claro que não contei dos detalhes da noite. Dei uma pequena bronca por ele ter “decorado” o quarto. E agradeci pela ajuda. Voltei pra sala e vi Demi ser interrogada por Dallas.
- Cadê o pessoal? – perguntei, enquanto me sentava do lado de Demi.
- Na cozinha. – disse Dallas. – Agora... Contem-me tudo.
- Contar o que? – perguntei, me fazendo de desentendida.
- Vocês duas não me enganam. – disse. – Esse brilho nos olhos das duas, eu conheço esse brilho. Brilho de quem passou uma noite toda fazendo sexo.
Demi tossiu, como se tivesse se engasgado com o ar.
- Virei uma fada e não sabia? – perguntei, me referindo ao “brilho”.
- Sério Demi, não sei como você aguenta ela. – disse Dallas, brincando. – Ela é muito chata.
- Ela é muito gostosa Dallas. – disse Demi, dando de ombros. – E eu estou apaixonada por ela.
Dei língua pra Dallas, e abracei Demi. Fomos interrompidas por Maddie.
- Mamãe mandou perguntar se você já comeu, Demi. – disse Maddie. Demi assentiu, e ela voltou para a cozinha.
- O que vamos fazer hoje? – perguntei.
- Filme. – sugeriu Dallas. Concordei, estava cansada demais pra sair de casa hoje.

NA: Desculpa a demora amores. Eu realmente não sabia como continuar depois daquela parte. E sobre os hots, vocês querem que nem no outro cap. (uma coisa mais explicita) ou apenas insinuações? To pensando em fazer uma maratona também... Oq acham? Comentem. 

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Wish It Were You – Capítulo 13

(Seu nome) narrando. 
                Voltei a beijá-la com a mesma vontade de antes. Eu estava nervosa, não posso mentir. Demi foi tirando a minha roupa enquanto me beijava. E ela estava completamente vestida. Comecei a procurar o zíper do seu vestido. Ela riu entre beijo, vendo o que eu queria fazer. Para me ajudar, eu acho, ela envolveu suas pernas na minha cintura e se ergueu um pouco. Finalmente consegui encontrar o maldito zíper. Abaixei e ela me ajudou a tirar o vestido, jogando ele com as pernas em um lugar qualquer. Agora estávamos apenas de lingerie.
- Amor... Vamos... Pro... Quarto. – disse, ofegante. Ela parou e me encarou com um sorriso no rosto. – O que foi?
- Você me chamou de amor. – disse Demi. E eu sorri junto com ela.
- Você é o meu amor. – disse, enquanto voltava a beijar o seu pescoço. Ela arranhava minhas costas.
Demi prendeu as pernas na minha cintura novamente, o que me deixou mais louca ainda. Aproveitei a oportunidade e levantei do sofá, ela se agarrou mais em mim, mas não parou de beijar o meu pescoço. Cheguei à porta do quarto, mas antes de chegar lá, derrubei uma mesinha qualquer, nem me importei em olhar.
- Demi... A porta. – pedi.
Demi se curvou e abriu a porta.
                Entrei ali e a coloquei cuidadosamente em cima da cama. Afastei-me um pouco para que a pudesse ver. Queria gravar aquilo na minha memória para sempre. Demi mordia o lábio inferior, nos seus olhos tinha desejo. Ela usava uma lingerie preta.
- (Seu apelido), vem logo. – chamou ela, fazendo uma voz extremamente sexy.
- Você me hipnotiza Demi. – disse, e ela sorriu bobamente. – E eu nunca fiz isso com uma mulher.
- Vamos descobri isso juntas, ok? – ela perguntou e eu assenti.
                Me aproximei novamente dela e ela me puxou me fazendo cair em cima dela. Logo o clima esquentou. Parecia que o ar não era o responsável pela minha vida, e sim ela, minha Demetria. Pode parecer clichê, e realmente não me importa que seja, mas aquela mulher mexia comigo de formas imagináveis.
                Comecei a passar a minha mão por suas coxas, enquanto descia meus beijos para o seu pescoço. Ela jogou a cabeça para trás para que eu pudesse ter mais acesso ali. Senti a barra da sua calcinha e deslizei a minha mão até a sua intimidade. E ela gemeu. Sorri ao notar o meu poder sobre o seu corpo.
                Desci os meus beijos para o seu colo, e não demorei em desabotoar seu sutiã. Encarei aqueles seios rosados, perfeitos. Comecei a beijar ali, vi que ela tinha levado um dedo a sua boca para reprimir um gemido. Comecei a mordicar, a chupar, um dos seus seios, enquanto uma de minhas mãos massageava o outro.
                Subi meus beijos novamente para a sua boca, tirando aquele dedo de lá. Beijamos-nos com fura, desejo, e paixão. Demi colocou as mãos no meu cabelo, me puxando mais pra si. Quando o ar faltou me separei dela e notei que já não estava mais de sutiã, ela tinha tirado e eu nem notara. Desci meus beijos por seu corpo novamente. Parei quando vi aquele tecido preto. Beijei a parte interna da sua coxa, queria aproveitar cada segundo.
- Você está me provocando. – disse Demi, com dificuldade. Sua respiração estava falha, ela estava ofegante.
                Beijei ali, em cima do tecido preto e ela gemeu. Soltei um risinho e logo tratei de tirar a calcinha que ela vestia. Comecei com beijos e vi Demi colocar a mão na boca novamente, me aproximei dela e disse um: “assim não pode”. Voltei para a sua intimidade, penetrei a minha língua ali e ela soltou um gemido. Comecei a fazer movimentos de vai e vem. Demi se agarrava aos lençóis brancos da cama e gemia cada vez mais. Parei de fazer e ela me olhou incrédula.
- Calma. – sussurrei.
                Penetrei-a novamente, dessa vez com dois dedos. Comecei a movimentá-los e logo senti ela se curvar e dar um grito. Ela tinha tido um orgasmo. Arrumei meus cabelos em um coque frouxo e deitei ao seu lado. Ela estava ofegante.
- Uau... – disse Demi, depois de um tempo. – Isso foi incrível.
Escondi meu rosto na curva do seu pescoço, envergonhada.
- Agora é a minha vez. – disse Demi, enquanto sentava em cima da minha intimidade e começava a rebolar.
(...)
- Eu estou acabada. – disse, sorrindo, e Demi soltou um risinho. – Estou com fome.
- Uê, mas você não disse que estava acabada? – perguntou Demi, maliciosamente.
- Demetria, eu estou com fome de comida. – disse, ela gargalhou. Uê, eu juraria que ela ia me matar por tê-la chamado de Demetria.
- Eu também estou... – ela disse pegando o celular. – Droga.
- O que foi? – perguntei preocupada.
Demi me entregou o celular e começou a rir. Era uma mensagem, da Dallas.

“Irmãzinha, já é quase uma da manhã. Vou dizer pra mamãe que vocês não vão dormir em casa. Ame-me eternamente, certo? Você vai ficar me devendo essa. Aproveite.”

Gargalhei ao ler a mensagem.
- Que horas são? – perguntei. Demi deu de ombros e eu olhei no celular dela a hora, três da manhã. – Uau, eu nem vi o tempo passar.
- Nem eu. – concordou ela.
Coloquei o celular no lugar que estava e voltei a beijá-la. Sobre o meu cansaço, acho que ele havia passado. Ela arranhava as minhas costas... Mas o meu estomago roncou, me trazendo de volta a “realidade”. Ri entre beijo e me separei dela.
- Eu realmente preciso de comida. – disse.
                Foi quando notei a decoração do quarto, tinha pétalas de rosa em tudo que é lugar. Bruno. Isso não fazia parte do nosso plano, mas como sempre, aquele retardado pensa em tudo. Tirei uma das pétalas do cabelo de Demi e a mostrei. Ela riu.
- Isso não estava nos planos, foi o Bruno. – disse, e balançou a cabeça, ainda rindo.
                Demi se enrolou em um dos lençóis, e eu fiz o mesmo. Fomos para a cozinha e acabamos comendo a sobremesa, torta de chocolate.
- Como ficamos agora? – perguntou Demi.
- Hm... – fingi pensar, entrelacei os nossos dedos. – Ficamos assim.
Ela sorriu grandiosamente.
- Então você é a minha namorada? – perguntou Demi.
- Não. – disse e ela me olhou assustada. – Você ainda não fez o pedido.
- Ah... Posso resolver isso agora mesmo. – disse Demi, tirando um dos seus anéis. – Então (seu nome completo), você aceita namorar comigo?
- Claro. – respondi sorrindo.
Demi colocou o anel no meu dedo e nos beijamos. Um beijo calmo, nossas línguas pareciam dançar de tamanho que era a sincronia. Separamos-nos, eu fiquei de olhos fechados durante um tempo, tudo estava perfeito demais.
- Tenho um presente pra minha namorada. – disse, e fui ate a sala. Ela me acompanhou. Peguei a minha bolsa e tirei uma caixinha de lá.

Demi Lovato narrando.
                (Seu nome) estendeu a caixinha para mim e eu logo a peguei. Tinha dois colares lá dentro. Eram dois corações.
- Esse é o meu. – ela disse, e abriu o mesmo mostrando a nossa foto junta da piscina e o nome “Demi” gravado.
Peguei o meu e abri, tinha a mesma foto. Mas no lugar do “Demi” tinha “Seu nome”.
- É lindo amor... – disse, e ela sorriu. – Coloca em mim?
- Sim senhora. – brincou (seu nome).
- Prontinho. - disse ela, assim que terminou de colocar. - Coloca em mim?
Fiz o que ela pediu.
- Amor, promete que nunca vamos esquecer isso? - perguntei. - Vamos continuar com os nossos colares pra sempre.
- Prometo. - disse ela. Eu sorri.
- Agora, vamos ali no quarto. - disse, maliciosamente.
- Insaciável. - sussurrou (seu apelido), me fazendo gargalhar.

NA: Hey amores, enfim a cena mais esperada. Hm... Essa foi o meu primeiro hot, e eu estou, sinceramente, morrendo de vergonha... Enfim, espero que gostem. E comentem pelo amor de Deus. Obrigada :* 

sábado, 11 de janeiro de 2014

Wish It Were You – Capítulo 12

(Seu nome) narrando.
                Arrumei-me, e fiquei bastante satisfeita com o que eu vi no espelho. Tinha me arrumado no quarto de Dianna e Maddie. Tia Di estava conversando com o Tio Eddie pelo computador, ele estava trabalhando, por causa disso não pudera vir. Cara, isso é tão estranho, mas ela pediu que eu a chamasse assim.
                Passei pela sala e Dallas assobiou quando me viu passar. Dei língua para ela e fui direto para o quarto. Demi terminava de se maquiar.
- Por que a Dallas estava assobiando? – perguntou ela, sem me olhar.
- Sei lá. – dei de ombros. E finalmente ela se virou.
                Eu estava hipnotizada. Demi estava com um vestido preto, colado no busto, mas solto na cintura. Usava um batom vermelho. Eu já disse que amo vermelho? Que amo preto? E que ela estava incrivelmente encantadora?
- V-você está linda. – disse, gaguejando. Droga, tinha que me entregar tão fácil assim?
- Você está muito gostosa. – disse Demi, eu sorri. Se pudesse ver meu rosto diria que estava vermelha. – Entendi agora porque a Dallas assobiou.
- Ela tava só brincando. – disse, e vi Demi arquear uma sobrancelha. – Mas então, vamos?
- Vamos. Estou curiosa. – respondeu Demi, batendo as mãos, feito uma criança que acabará de ganhar um doce. Eu gargalhei
                Passamos na sala e Tia Di me perguntou se iríamos dormir fora. Dallas deu uma risada maliciosa. Acabei respondendo que ligaríamos para avisar. Tia Di era muito legal, e estava gostando de me ver amigas das meninas.
- Pra onde vamos? – perguntou Demi. Eu dei de ombros e murmurei um: “surpresa, baby”.
Entramos no meu caro em seguida, fomos conversando sobre coisas aleatórias.
- Posso ligar o som? – perguntou Demi, eu assenti. – Estamos perto?
- Um pouco. – disse.
E logo “Fix a heart” começou a tocar, tinha esquecido que o meu cd estava lá.
- Não. – protestei, quando Demi ia colocar na rádio. – Eu amo essa música.
Ela gargalhou e eu comecei a cantar, enquanto batia no volante meio que no ritmo da música.
- Eu não sabia que você cantava tão bem. – disse Demi.
- Obrigada. Sou uma garota mil e uma utilidades. – brinquei. – Sei fazer de tudo um pouco.
(...)
                Estacionei o carro na garagem. Estávamos no meu apartamento. Eu tinha ganhado fazia um tempo o mesmo do meu avô. Bruno me ajudou a arrumar as coisas, encomendar comida, e a comprar uma coisa para Demi.
- Vou te mostrar o meu apê. – disse, rindo.
- Você vai me sequestrar? Já sei... Você vai abusar do meu corpo? – brincou Demi, enquanto estávamos no elevador.
- Você acabou de me dar uma grande ideia. – disse. – Vou te fazer de minha escrava sexual. – sussurrei essa ultima parte próximo ao ouvido dela.
O “ding dong” do elevador soou, e eu sai andando. Vi que Demi ainda estava parada, com a respiração falha.
- Você vem? – perguntei e ela assentiu.
Abri a porta e acendi as luzes. Chamei Demi para a ala externa da cobertura. Lá estava arrumado. Tinha uma mesa, velas, pétalas de rosa. A iluminação da piscina dava um aspecto mais romântico ao ambiente.
- Isso está lindo. – disse Demi. – Você arrumou tudo isso sozinha?
- Claro que... – fiz um suspense. – Não.
Demi riu, jogando a cabeça para trás. Puxei a cadeira para que ela sentasse e assim ela fez, seus olhos brilhavam.
- Vou buscar a comida. – disse. Encontrei o cozinheiro que Bruno tinha contratado na cozinha. Estava tudo pronto. Ele levou a comida para a mesma e logo foi embora.
- Peru? – perguntou Demi, rindo. – Eu amo peru, eu só como peru.
- Eu sei... – disse, rindo, mexendo no cabelo. Eu estava nervosa.
Comemos conversando e assim que terminamos um silêncio se instaurou ali, até que eu o quebrei.
- Demi... – a chamei, e ela me encarou sorrindo. – Eu não sei como falar isso, e sinceramente, acho que nunca fui boa com as palavras...
Ela colocou a mão em cima da minha, como se oferecesse apoio.
- Isso pode parecer muito recente pra você, mas pra mim não é. Eu sonho com você desde o dia que eu vi pela primeira vez. A partir daí, comecei a procurar em todo lugar que existe, sobre uma tal de Demi Lovato. Comprei CDs, livro, assisti The X Factor, Glee. – disse, e fiz uma careta ao lembrar-me do beijo dela com a Naya. Eu tinha ficado com ciúmes sim. – Todos os boatos que você estava com Wilmer, Joe, Logan e até mesmo o Nick. Foi ai que eu notei que eu estava gostando de você, mais do que fã. Fazia planos e planos para te encontrar. E um dia você aparece na minha casa... Fim! Ali eu tive toda a certeza. Certeza que eu amava tudo em você, que era amor de verdade, que eu perdia a fala quando você estava perto, que com um sorriso seu o meu mundo ganhava cores. Notei tudo. Notei mais ainda ontem, quando eu, sinceramente, achei que eu fosse ter um ataque de ciúmes. Mas eu não podia, porque você não é oficialmente nada minha, quer dizer, fora minha prima.
Demi me encarava sem falar nada. Eu estava para ter um ataque cardíaco. Estava preparada pra tudo, menos para o silencio dela. Já fazia milhares de cenas na minha cabeça, quando eu vi ela se levantar e sentar no meu colo.
- Então... – comecei.
                Demi tomou os meus lábios em um beijo, um beijo calmo, diferente de todos os outros que tivemos. Um beijo apaixonado? Pedi passagem com a língua e ela cedeu, explorávamos cada canto da boca da outra, um beijo doce. Separamos por causa da falta do ar. Continuei de olhos fechados.
- Eu acho que também estou gostando de você dessa forma. – disse Demi. Eu abri os olhos, e ela sorria. – É realmente bem cedo, mas você mexeu comigo de uma forma inexplicável garota.
                E dessa vez quem iniciou um beijo foi eu, dessa vez um mais sedento, quente. Os lábios dela eram macios, viciantes e muito bom. Levantei, ainda sem quebrar o beijo e caminhei para o sofá.
- Não me derruba. – murmurou Demi, entre o beijo, enquanto prendia suas pernas na minha cintura.
                Coloquei Demi no sofá e deitei em cima dela, sem quebrar o beijo. Separamos por causa do ar, comecei a beijar o seu pescoço. E o clima estava esquentando, a blusa que eu usava voara pra um lugar qualquer. Tinha sido tirada por Demi e eu pouco ligava.
- Você tem certeza? – perguntou Demi.
Parei com os beijos e a encarei.
- Sim, eu tenho.

NA: Você disse que não ia poder postar todo dia Gaby, é gente eu disse. Acontece que eu vou ficar uns dois dias sem net e eu já tava com esse capitulo pronto... Então resolvi postar. Preparada (seu nome) para a primeira vez com a Demi? 

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Wish It Were You – Capítulo 11

(Seu nome) narrando.
                Cada um foi para os quartos indicados. A bagunça continuou lá embaixo. Eu não ia conseguir fugir por muito tempo da Larissa, ela ia surtar quando soubesse que eu estava “ficando” com a Demi.
- Você está brava? – perguntou Demi, depois de um tempo em silencio. Já estávamos no quarto.
- Hum... Tem essas roupas para você vestir. – disse, mudando de assunto. – E o banheiro é ali.
- Obrigada. – disse Demi, dando um sorriso forçado.
                Demi foi para o banheiro. Respirei aliviada, a verdade é que sim, eu estava chateada. Mas não tínhamos nada, ainda. Deitei na cama e me ajeitei lá. Peguei o celular, que eu tinha colocado na mesinha do lado da cama, e mandei uma mensagem para o Bru, dizendo para ele me encontrar às oito da manhã. Rodrigo aquele horário já devia estar acordado, então eu falaria com ele e pediria para ele cuidar das meninas.
- Tomara que der tudo certo. – disse, em voz alta. Repreendi-me mentalmente em seguida, a Demi podia ter escutado.
                Minutos depois ela volta para o quarto, já de banho tomado, e, vestida. Mordi meu lábio inferior, aquela roupa tinha ficado perfeita nela. Aquelas curvas, aquela bunda... Respira (seu nome).
- (Seu apelido)? – chamou Demi, me tirando do transe que me encontrava.
- Oi? – perguntei.
- Nada... – disse Demi, deitando ao meu lado. – Você ainda não me respondeu... Ta brava?
Droga, merda, e todos os outros xingamentos que existem no mundo. Ela tinha que lembrar? O que eu ia falar?
- Não, era só uma brincadeira, lembra? – menti. Droga.
- Anham. – concordou ela, um pouco triste.
- Vou dormir, até amanhã Demi. – anunciei, me virei para o outro lado.
- Boa noite. – respondeu Demi, me abraçando por trás. Sentia-me estranhamente segura assim. – Desculpa. – disse ela, sussurrando, enquanto roçava o nariz no meu pescoço.
Arrepiei-me com o toque. Será que ela sabia o poder que tinha sobre mim? Ela era capaz de me enfeitiçar com apenas um olhar, me fazer render apenas com um toque. Eu a amava. Sorri com a constatação. Dormi em meio a esses pensamentos.
(...)
“I am strong, but love is evil
It's a version of perversion that is only for the lucky people”
                Acordei com o meu despertador. Sendo mais exata com “Hit me like a man”, minha música favorita de The Pretty Reckless. Tateei o meu lado com a mão, ainda de olhos fechados. Encontrei embaixo do meu travesseiro e desliguei. Estava preparada para voltar a dormir, quando Demi se mexeu, foi quando eu lembrei... Tinha que arrumar tudo pra hoje. Olhei no celular e já eram sete e meia. Demi estava com a perna em cima da minha, os seus braços envolviam minha cintura, me puxando pra sim. Seu rosto estava perto da curva do meu pescoço, eu conseguia sentir a sua respiração. Droga, ia precisar de um banho gelado.
                Tirei a mão dela da minha cintura cuidadosamente e ela se mexeu, virando para o outro lado. Ainda bem que ela não acordou. Corri para o banheiro e tomei uma ducha rápida, peguei mais uma roupa minha que havia ali, um short jeans e uma blusa branca básica. Arrumei o cabelo em um coque.
Antes de descer olhei para Demi. Ela dormia de forma tão serena e encantadora. Eu a amava, e como amava. O jeito dela sorrir me deixava boba. Me aproximei e dei um beijo na testa dela, que sussurrou alguma coisa que não consegui entender e continuou a dormir. Fui para a cozinha cantarolando, Bru só podia estar lá.
- Isso aqui está uma bagunça. – disse, fazendo Bruno se assustar. – O Rodrigo vai ter que rebolar pra limpar isso tudo.
- Você tem razão. – concordou Rod, me abraçando. – Bom dia, pequena.
- Pequena? Pequena é uma ova, Rodrigo. – disse, e ele riu. – Mas enfim, preciso que você cuide das meninas por mim... Vou ter que sair. Quando elas acordarem leve-as pra minha casa, ok?
- Como você é mandona, garota. – reclamou Rod. Fiz biquinho. – Tá bom, eu faço isso por você. Mas você fica me devendo uma, ok?
- Obrigada, eu te amo. – disse, o abraçando. Rodrigo disse um: “sem exageros”. Separei-me do abraço. – Vamos logo Bru, para de comer.
- Ai, isso ta tão bom. – disse Bru, enquanto devorava um sanduíche.
                O puxei pelo braço e peguei uma maça. Bruno reclamou e Rodrigo apenas riu. Iríamos arrumar tudo, e se ficasse do jeito que eu imaginava, ia ser incrível.

Demi Lovato narrando.
                Acordei apalpando o lado onde (seu nome) tinha dormido. Estava vazio. Bufei frustrada. Cocei os olhos e me levantei. Fui até o banheiro e ela também não estava. Resolvi tomar um banho, vesti a roupa que ela usava no dia anterior. Era mais confortável que a  minha fantasia da noite anterior, e o melhor, tinha o cheiro dela.

- Bom dia. – disse, assim que cheguei à sala. Estavam Dallas, Rodrigo, Larissa e Abraão. – Cadê a (seu apelido)?
- Ela saiu com o Bruno. Pediu pra cuidar de vocês. – disse Rod. Olhei para Larissa, que só balançou a cabeça, como se falasse que não sabia pra onde ela tinha ido. – O almoço está chegando e depois eu vou deixar vocês em casa.
Balancei a cabeça, concordando. Estava curiosa demais para pensar em alguma coisa. E estava com ciúmes... Vai que esse Bruno desse em cima dela. Droga! Ficamos ali, todos, conversando, quer dizer, só respondia o que me perguntavam.
(...)
                Chegamos à casa de (seu nome) e Dallas foi direto pro banheiro, trocar de roupa. Ela estava com a fantasia do dia anterior. Mamãe e Maddie vieram me perguntar como tinha sido a festa... Uma espécie de interrogatório. Depois de respondidas as perguntas, fui para o quarto.
- Você não sabe pra onde ela foi? – perguntei, assim que Dallas voltou.
- Não Demi, eu não faço ideia. – disse, sincera. – Agora me conta sobre vocês.
- Sobre a gente? – indaguei e ela assentiu. – Bom... Ela é tão especial, digo, ela é tão linda, engraçada, ciumenta, fofa... Awn.
- Você sabe o que eu acho? – perguntou Dallas, balancei a cabeça negando. – Você está completamente apaixonada.
- Como? – perguntei.
- Você acabou de falar “awn” enquanto descrevia-a, e a sua cara de desespero de ontem quando ela sumiu e a Larissa contou da história da piscina... Você parecia que ia surtar. – disse.
Será que ela tinha razão? Ai meu Deus.
- Vamos mudar de assunto. – pedi e ela gargalhou.
                Continuei conversando com Dallas, mas não tocamos mais no assunto “seu nome”. Maddie se juntou a nós também, eu amava aquela pirralha.  E assim a tarde se passou. Tava começando a ficar preocupada, ela não chegava nunca.
- Cheguei. – disse (seu nome), entrando no quarto. Dei um pulo, colocando as mãos na cintura. Dallas olhava a cena divertida, enquanto Maddie me olhou assustada.
- Aonde você estava? Fazendo o que? E o melhor, com quem? – perguntei, sem nem ter tempo de pensar. Quando eu vi já tinha falado tudo aquilo, ela me olhou com uma sobrancelha arqueada e um sorriso sapeca.
- Eu estava... Vamos sair? Tenho uma surpresa pra você. – disse (seu apelido), ainda sorrindo.
- Pra mim? – perguntei enquanto a acompanhava rumo ao closet. Fechei a porta assim que eu passei. – O que é?
- Surpresa não se pode contar, mocinha. – disse ela. Fiz bico. – Não adianta fazer essa carinha.
- E se eu fizer isso...
                Aproximei-me dela, e a puxei pelo braço, fazendo nossos corpos colidirem. Ela fechou os olhos e sorriu. Dei um selinho no canto da sua boca. Logo em seguida dei um selinho demorado, que se transformou em um beijo. Ela colocou a sua mão nos meus cabelos, enquanto eu mantinha as mãos na sua cintura.
- Demi... É surpresa. – sussurrou ela, entre beijo.
                Fiz como se fosse me afastar dela, mas ela me puxou para mais um beijo. Droga, essa mulher iria me deixar louca.
- Estava com saudades disso. – disse (seu nome), quando nos separamos, estávamos com as testas “coladas”.
- Não se comam ai dentro. – disse Dallas, batendo na porta.
- Vai se lascar Dallas! – disse.
- Vamos nos arrumar, Demi. – (seu nome) me chamou, enquanto pegava uma roupa a sua frente.
- Ok. – murmurei.

NA: Amores, i'm back. Tava com um bloqueio chato. Desculpa ter sumido, enfim, espero que ainda estejam ai e me desculpem. Provavelmente não vai dar pra postar todo dia agr tbm, mas prometo não demorar. Beijos :*

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Wish It Were You – Capítulo 10

(Seu nome) narrando.
                Larissa nos levou para a sala de costume. Estava todos lá, Dallas, Rodrigo, Bru, Abraão, namorado da Lari, e mais alguns amigos. Sentamos na roda onde eles estavam. Lari sentou do meu lado esquerdo e Demi do direito.
- Só avisando que eu não vou ficar nua dentro da piscina de madrugada. – disse, e eles riram.
- Daria tudo para estar nessa piscina com você. – disse Demi, no meu ouvido, para que só eu escutasse. Me arrepiei.
- Vamos começar logo? – perguntou Bru, enquanto me encarava. Ele estava desconfiado.
- Vamos. – concordamos em uníssono.
                Explicamos o jogo para Dallas e Demi. Primeiro jogávamos consequência e depois, na sorte, escolhíamos um homem e uma mulher, e, o resto do grupo fazia o que queria com eles ou com um deles. Rodrigo girou a garrafa de Vodca seca e caiu na Lari.
- Hum... Larissa e Abraão, sete minutos para vocês na despensa. – disse Rodrigo. Eles se levantaram sorrindo e foram para lá.
- Só não quero escutar gemidos. – brincou Bruno, fazendo todos rirem. – Vamos continuar.
Bruno pegou a garrafa e caiu em mim.
- Droga. Se você tem amor à vida não vai fazer nenhuma besteira, ok? – disse, ou melhor, ameacei.
- Você tem que dar um beijão na Dallas. Tem que se pegar de verdade, eu quero ver faísca. – ele disse, eu ri. – E nem adianta vim com desculpa.
Encarei todos no circulo. E agora?
- Gostei disso. Vem cá. – chamou Dallas. Olhei para Demi e ela balançou a cabeça, como se falasse que não tinha problema.

Demi Lovato narrando.
                (Seu apelido) se levantou e caminhou até Dallas, sentou no colo dela e começaram a se beijar. Comecei a olhar para todos os lugares possíveis, menos para elas, não queria ver isso. Mas não consegui e acabei vendo o beijo. Droga, mil vezes droga. Que brincadeira idiota.
- Ei, já ta bom. – disse, e elas nem escutaram. Levantei-me e separei as duas. – Eu já disse, ta bom. Já deu.
- Desculpa. – sussurrou (seu nome) para mim, enquanto voltávamos a nos sentar. Dei de ombros. – Ei não fica assim, é só uma brincadeira.
- Você gostou. Você quase não saia de cima dela. – vociferei, no mesmo tom que ela, só pra que ela escutasse.
                A brincadeira continuou, Larissa e o namorado voltaram depois de Rodrigo ir chamá-los. Estava brava com (seu apelido). Não era para estar, eu sei, mas aquela menina mexeu comigo de uma forma inexplicável. Eu só a conhecia fazia três dias, isso era loucura.
                (Seu nome) já estava apenas de short, o resto da roupa tinha voado tempos atrás em um desafio. Eu também estava sem blusa, assim como a maioria. Tinha alguns que já estavam apenas de roupas intimas.
- Quem vai ser os escolhidos? – perguntou Bruno.
- Rodrigo e Demi. – falaram o resto em uníssono, com exceção de (seu nome).
- Não concordo com isso. – (seu apelido) disse. – Ela... Ela é novata nisso, ela não pode ir.
- Eu quero ir. – disse, e ela me encarou com os olhos semicerrados. – Como você disse, é só uma brincadeira. – sussurrei essa última parte para ela.
- Você... Eu não acredito. – disse (seu nome). – Eu não vou jogar.
- Caralho (seu nome), pra que isso. Você sempre jogou esse jogo e sempre foi a mais safada de todos nós. – disse Abraão. Como assim a mais safada?
- Mas eu não quero jogar dessa vez. – disse ela, dando de ombros.
- Então vamos logo. – disse Dallas. Vi (seu nome) ir para um lugar mais distante, com o celular nas mãos.

(Seu nome) narrando.
                Sentei um pouco distante deles, peguei meu celular e fui mexer no twitter, fazia tempo que não entrava lá. De onde eu estava vi Demi sentar em uma cadeira e Rod em outra. Bruno me olhava como se quisesse ler minha alma.
- Ai meu Deus. – sussurrei, vendo um garoto passar a mão no rosto dela.
Encarei o chão em seguida. Tinha lágrimas nos meus olhos, mas eu não ia chorar. Não ali, não na frente de todo mundo. Vi a minha blusa perto de onde eu estava, peguei e a vesti. Olhei mais uma vez para onde Demi estava e me arrependi em seguida, tinha um homem dando selinhos no rosto dela.
Sai de lá rapidamente, e, sem fazer barulho. Fui para o quarto onde eu costumava dormir quando ficava ali. Entrei e tranquei a porta, as lágrimas que antes foram barradas saíram. Sinceramente, eu achei que fosse desidratar. Fui jogando minhas roupas e sapatos pelo caminho até o banheiro.
                Tomei uma ducha demorada e eu continuava chorando. Droga. Não tínhamos nada e como eu disse, era só uma brincadeira. Estava ficando maluca, era isso, maluca. Vesti uma das minhas roupas que tinha lá e deitei na cama, pronta para dormir.
- Abre isso aqui agora. – berraram, era Bruno.
- Me deixa dormir Bruno Fernandes. – reclamei. Sim, eu estava com raiva.
- Porra ta todo mundo louco atrás de você. – disse Bruno. – Abre a porta.
                Bufei, levantei enrolada no lençol e abri a porta para ele. Assim que ele entrou, eu voltei a trancar. Sentamos na cama.
- A Larissa pulou dentro da piscina achando que você tinha tentado se matar afogada como da ultima vez. – disse Bruno.
- Eu estava bêbada da outra vez. – disse, dando de ombros.
- Não importa... - ele disse. – O que esta acontecendo entre você e a Demi?
- Não sei. – disse. Colocando a cabeça no colo dele. – Eu... Eu acho que eu a amo.
- Me conte uma novidade. – disse Bruno. O encarei. – Estou brincando, não me olhe assim. Eu sempre soube que você gostava dela. Seus olhos brilhavam quando você escutava o nome Demi Lovato. E não vou nem falar dos seus surtos por causa dos “namorados” dela.
- To com medo, Bru. – admiti.
- Não precisa ter medo. Eu aposto que ela sente a mesma coisa por você, afinal que não sentiria... Você é maior gata, com todo respeito. Você tem que conversar com ela. Para amar devemos arriscar, ter coragem... E eu sei que você tem isso de sobra.
- Ai meu Deus! Para tudo, o Bru ta filosofando. Deixa só eu pegar meu celular pra filmar. – brinquei e ele fez cara de ofendido. – Você tem razão Bru. Vou precisar da sua ajuda.
- Eu sei, eu sei... Vou lhe ajudar com o que precisar. Agora vamos lá embaixo, quando eu saí de lá estavam todos, inclusive a Demi, loucos atrás de você. – disse Bruno e eu assenti.
                Antes que eu pudesse trocar de roupa ele me puxou. Peguei o lençol e enrolei mais no meu corpo, eu estava de roupa de dormir. Larissa assim que me viu pulou no meu colo. Ela realmente tinha pulado na piscina e estava toda molhada.
- Não acredito que você pulou na piscina. – disse, rindo. Ela me encarou seria. – Por isso que eu te amo vadia, pode contar comigo sempre.
- Eu sei. – disse Lari, saindo de cima de mim. - Eu achei que a Demi fosse ter um ataque cardíaco mesmo.
- Oi? – perguntei, finalmente olhando para Demi.
- Ela estava preocupada. – disse Dallas. – E me contou umas coisas, vocês estão me devendo cinquenta pratas.
- Você... – comecei a falar. Mas ela me interrompeu.
- Sim, eu falei. – disse Demi, me abraçando em seguida. – Você me deu um susto. Desculpa pela brincadeira, eu acho que fiquei com ciúme de ver você beijando a Dallas e acabei agindo por impulso. – sussurrou ela.
- Mas porque você está enrolada em um lençol? – perguntou Rodrigo.
- Eu to só de roupa de dormir. – disse, saindo do abraço de Demi.
- Falando em dormir... Eu to com sono. Vamos dormir, (seu apelido)? – perguntou Lari. Eu sabia que ela queria saber mais sobre essa minha crise de “ciúme”.
- Sinto muito querida, mas vou dormir com a Demi. – disse, e vi Demi sorrir. – Da ultima vez eu acordei no chão, você se mexe demais vadia.
- Você vai me trocar? – perguntou ela, fazendo bico.
- Vamos dormir juntos. Deixa a (seu nome) ter uma noite sem levar chutes. – disse Abraão. Sussurrei um “obrigada” para ele, rindo.
- Eu vou dormir com o Rodrigo. – disse Dallas. Demi e eu a encaramos.
- Pelos Deuses, só não venham gemer alto. Quero dormir. – reclamou Bruno, e eu ri. – Você também (seu apelido).
- Ops, não me mete nessa. Vou dormir como uma anja. – disse. – E você Bruno...
- Já sei, você quer a minha ajuda. E eu tenho que acordar cedo. – disse Bruno, e eu balancei a cabeça, concordando.

NA: Desculpem a demora gente. É que com esse boatos desgraçados do futuro noivado da Demi com o Wilmer eu fiquei sem criatividade. Quase entrei em depressão (eu não gosto do Wilmer, mas ok). Vcs acham muito cedo um inicio de namoro?!

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Wish It Were You – Capítulo 9

(Seu nome) narrando.
                Demi voltou a me beijar com a mesma intensidade de antes. Deitei na cama e ela deitou em cima de mim, inverti as posições quebrando o beijo com selinhos. Comecei a beijar o pescoço dela, minha mão foi parar na sua coxa. Dei leve apertadas lá. Subi a mão novamente e segurei os seus braços, prendendo na cama.
- Agora... – sussurrei, no ouvido dela. – É a minha vez.
                Fiz uma trilha de beijos do pescoço até a boca. Ela mordia o lábio inferior. Fiz como se fosse beijá-la, mas recuei.
- Me beija logo. – vociferou Demi, e eu soltei um risinho.
- Já disse que você está muito apressadinha. – disse, e lhe dei um selinho.
Sai de cima dela em seguida e me levantei da cama, escutei um gemido de reprovação vindo de Demi.
- Isso não se faz. – disse Demi, enquanto sentava na cama.
- O que não se faz Demi? – perguntei, sussurrando, com o rosto próximo da sua boca.
Antes que Demi pudesse fazer alguma coisa bateram na porta.
- Droga. – reclamou Demi, fazendo bico.
- Já estou indo. – disse, enquanto arrumava os meus cabelos em um coque frouxo. Abri a porta em seguida, era Lari. Ela estava cheia de sacolas.
                Durante o passeio ao shopping eu tinha mandado uma mensagem para ela falando da carta. Ela já tinha sido aprovada fazia uma semana. E combinamos de fazer uma festa na casa do Rod quando eu recebesse a minha resposta, que segundo ela também iria ser positiva.
- Oi Demi. – disse Lari. – Oi vadia.
Lari jogou as sacolas em cima de mim e eu as coloquei na cama.
- A primeira caixa é a sua fantasia, a segunda da Dallas e a outra é a da Demi. – disse Larissa. – Todas de meninos.
- Como assim? – perguntou Demi.
- É que a nossa festa fantasia é meio louca, meninas se vestem de meninos e meninos de meninas. – disse Larissa, e, Demi assentiu. – Agora, (seu nome), eu preciso de um vestido seu para o Rodrigo.
                Balancei a cabeça e peguei um dos meus vestidos. Escolhi o preto que eu tinha ganhado dele no meu aniversário. Entreguei para Larissa e ela saiu. Dallas apareceu no quarto em seguida, reclamando sobre a porta estar trancada e ela ter quase feito xixi na roupa se não fosse a Maddie, que lhe mostrou um dos outros banheiros da casa.
- Você é muito exagerada. – disse Demi, para Dallas.
- Não sou não. Queria ver se fosse você no meu lugar. – respondeu ela, por fim.
- Ok... Ok. Hoje temos uma festa para ir Dallas. – disse, e fiz uma dancinha estranha. Dallas gargalhou e disse que eu precisava de uma professora de dança. Entreguei a caixa para elas assim como Lari tinha ordenado e fui me arrumar.
(...)
                Pela primeira vez era eu que estava demorando em se arrumar. A roupa que Lari tinha trago era uma blusa social branca e um blazer, ambos masculinos, e pelo cheiro, eram de Rodrigo. Dentro da caixa havia instruções de como me vestir, gargalhei ao ver aquilo. Deixei os meus cabelos soltos, e cacheados. Coloquei uma maquiagem leve. E estava pronta.
- Estou pronta. – disse, saindo do quarto. Demi e Dallas já estavam na sala, arrumadas.
- Finalmente. – disse Dallas. Ela estava fantasiada de “homem de ferro”. – Uau, você está gata. Se o Rod não tivesse lá eu te pegava.
- Você também está gata Dallas. – disse, e vi Demi me encarar com os olhos semicerrados. – E você está maravilhosa Demi.
Ela estava vestida de “super-homem”. Assim como Dallas, no lugar de calça, eram saias, o que dava um toque feminino a fantasia.
- Obrigada. – disse Demi. – Vamos?
- Vamos. – respondi, sorrindo.
                Fomos o caminho todo conversando, não demorou muito e chegamos à casa de Rodrigo. Era uma grande casa. Ele morava sozinho desde que viera morar na minha cidade. Quem abriu a porta, para que entrássemos, foi ele.
- Você está uma gata. – disse, enquanto pulava no seu colo, como de costume.
- Sai de cima dele, obrigada. – disse Dallas. Separei-me dele, ele e Dallas se cumprimentaram com um beijo. Peguei na mão da Demi, puxando-a para a sala.
E lá estava o pessoal de sempre.
- Cheguei. – disse, e Bru pulou em cima de mim. – Hey, me ame menos. – brinquei.
- Caralho, eu não acredito que você vai me deixar. – reclamou Bruno. – Como eu vou viver sem você?
- Bruno, deixa de coisa. Você pode me visitar. – disse, e ele sorriu. – Eu posso até pensar em ir com você para Vegas.
E ele começou a beijar meu rosto, enquanto eu ria.
- Pode sair de cima dela, ela é minha. – disse Demi, e ele arqueou uma sobrancelha. Ri e voltei a segurar a mão de Demi, levando-a para dançar.
- Você fica muito fofa com ciúmes. – sussurrei, próximo ao seu ouvido, ainda dançando.
- Eu não estou com ciúmes. – defendeu-se ela. – É que aquele “Bru” é muito folgado. E como assim levá-lo para Vegas?
Demi ainda não sabia que a minha faculdade era nos Estados Unidos. Antes que eu pudesse falar alguma coisa, Larissa subiu na escada com um microfone em mãos. A música parou e todo mundo a olhou.
- Vou ser rápida, eu prometo. – ela disse. – Para quem não sabe o motivo da festa, eu e a (seu apelido) estamos indo próximo ano para Los Angeles, baby. Então é isso, me dêem os parabéns. Obrigada.
Larissa desceu da escada e a música voltou a tocar. Olhei para Demi e ela sorria.
- Você vai morar na minha cidade? – perguntou Demi, e eu assenti. – Você sabe que eu vou te fazer de escrava sexual, né? 
- Sou toda sua. – disse, próximo ao ouvido dela.
- Eu queria te beijar agora. – disse Demi, com um sorriso malicioso.

Demi Lovato narrando.
                (Seu nome) me puxou para o andar de cima da casa. Tinha algumas pessoas lá também, aquilo estava lotado, mas não era quanto tinha lá embaixo. Ela abriu uma das portas, e, entramos, era um quarto. E o melhor, não tinha ninguém. Estávamos sozinhas.
- Vem aqui. – (seu apelido) me chamou, enquanto puxava-me para ela. – Você tem um poder inexplicável sobre mim...
- Tenho? – perguntei, enquanto aproximava o meu rosto do dela. Ela murmurou um “anham”.
                Seus lábios eram quentes, macios, viciantes. E eu estava completamente apaixonada por ela. Pedi passagem com a língua e o beijo, que antes era calmo, se tornou sedento, veloz. Aquilo era extremamente bom. (Seu apelido) parou o beijo e me encarou por alguns segundos.
- Você acha que eu danço mal? – (seu nome) perguntou do nada. Balancei a cabeça negando, não estava entendendo nada.
- Senta ai. Vou dançar para você. – ela disse, e eu fiz o que ela pediu.
                (Seu apelido) pegou o celular e colocou uma música para tocar. Ela começou a dançar no ritmo da música. Aquilo era sexy. (Seu apelido) fez como se fosse tirar o blazer, e realmente ela tirou. Jogou em um canto qualquer do quarto. Aquilo estava esquentando. Ela dançava realmente muito bem.
- O que você está achando? – perguntou ela, sentando no meu colo. E começando a rebolar.
- Que você esta me provocando. – disse, e ela soltou um risinho.
- Eu te provocando? – ela se fez de ingênua. – Claro que não.
                Meus olhos estavam fixos em sua boca. Pude a sentir colocar a mão no meu cabelo e puxar o meu rosto ao seu encontro, nos beijamos ainda ao som da música. E a falta do ar novamente se fez presente. Ela encerou um beijo com uma mordida no meu lábio inferior.
- Acho que nós devíamos descer... – disse (seu apelido). Ela me deu um selinho e saiu do meu colo.
- Não, não quero. Vamos ficar aqui. – reclamei. Ela pegou o blazer e vestiu.
- Vamos logo Demetria. – disse (seu apelido), sorrindo. E me fazendo levantar.
- Não me chame de Demetria. – disse, e ela gargalhou. Antes de sairmos ela me deu mais um selinho e entrelaçou nossas mãos.
Descemos de mãos dadas. Larissa, assim que nos viu, correu na nossa direção.
- Vamos logo, (seu apelido). – chamou Larissa. – Hora das brincadeiras. 

NA: Eu tentei fazer alguma coisa de provocação. Então... Deu certo? Ficou do jeito que vocês imaginavam? :3